Em nova rodada, ADUnB, DCE e Sintfub questionam as chapas sobre apoio político-institucional, greve e segurança na instituição


 
Nos próximos dias 30 e 31 de agosto, a Universidade de Brasília realiza consulta para escolher os indicados a reitor(a) e vice-reitor(a) da instituição.

Para que a comunidade acadêmica conheça melhor as propostas das três chapas que concorrem à Reitoria, a Secretaria de Comunicação veicula uma sériede perguntas dos segmentos que compõem a Universidade.

Nesta segunda publicação, as entidades de representação docente, discente e dos técnicos administrativos (ADUnB, DCE, e Sintfub, respectivamente) questionam os candidatos sobre apoio político-institucional, greve e segurança.

 



Pergunta da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB)

O que fazer para que a UnB tenha maior trânsito junto às autoridades políticas distritais e federais para obtenção de apoio político-institucional e outros recursos para a Universidade?

Chapa 93 - UnB: Diálogo e Ação – A força político-institucional da UnB reside na relevância das 50 mil pessoas que compõem nossa comunidade universitária. Vamos articular uma frente parlamentar com representação de docentes, técnicos e estudantes no sentido de não apenas apresentar as demandas da UnB ao GDF, ao governo Federal e ao Congresso, como também estabelecer agendas políticas e técnicas, para assegurar mais recursos para a UnB e agilizar processos que dependem da aprovação dos órgãos governamentais para solução de problemas. É preciso que a UnB se integre de fato às políticas e programas dos governos local e federal por sua posição estratégica na Capital da República.

Chapa 94 - UnB: Diálogo para Avançar – a) Realizar encontros regulares para apresentação de ações da UnB a autoridades públicas. b) Intensificar a veiculação de notícias na mídia sobre projetos e resultados alcançados, a fim de aumentar a visibilidade da instituição. c) Atuar em prol do aprimoramento e da consolidação da FAPDF, bem como estabelecer interlocução permanente com órgãos de fomento, como CNPq, Capes e Finep. d) Estabelecer interlocução com embaixadas e órgãos internacionais para a firmação de parcerias. e) Promover o debate sobre a criação de uma assessoria especial de relações interinstitucionais e cooperação acadêmica. e) Aprimorar o sistema de apoio institucional aos docentes, facilitando e agilizando o trâmite interno de propostas e prestação de contas e auxiliando no contato com entidades externas.

Chapa 95 - Somos todos UnB – A Universidade tem tido um enorme apoio institucional. Em âmbito Federal, por estar localizada na Capital, tem contado com uma atenção e um cuidado especial do MEC. Todo ano, a bancada do DF no Congresso Nacional atende a nossa Universidade com generosas emendas parlamentares. Junto ao Governo do Distrito Federal, também contamos com parceria e apoio. Vários docentes da UnB estão cedidos ao GDF. A Câmara Legislativa, mais recentemente, disponibilizou recursos de emendas parlamentares para as obras do GDF nos nossos campi. O apoio político institucional que a Universidade de Brasília vem recebendo, seja da parte do Governo Federal ou Distrital tem sido muito significativo, independentemente de qual força política esteja no poder.  


Pergunta do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub)

Diante dos ataques do governo aos serviços públicos e o funcionalismo federal, qual a postura da reitoria diante de possível greve geral dos técnicos-administrativos?

Chapa 93 - UnB: Diálogo e Ação – Em ambiente de diálogo e negociação, a reitora e sua reitoria estabelecerão mediações políticas com o movimento grevista, o MEC, o MPOG, a Andifes e o Congresso Nacional, no sentido de repor perdas salariais, assegurar e ampliar direitos trabalhistas historicamente conquistados. A reitoria será parceira dos servidores da UnB, tanto docentes, quanto técnicos administrativos, nas pautas por melhores condições de trabalho e valorização das respectivas carreiras.

Chapa 94 - UnB: Diálogo para Avançar – A Chapa 94 reconhece o direito de greve dos técnicos e de todos os segmentos da Universidade, conforme previsto na Constituição Federal, e defende a preservação dos direitos sociais. A gestão da Chapa 94 deve ser pautada pelo diálogo contínuo com os técnicos. Para tanto, propõe constituir um fórum permanente de discussão com os técnicos, em um processo contínuo de aprimoramento da gestão e melhoria das condições de trabalho desses servidores. Em períodos de greve, reuniões mais frequentes para a construção de soluções negociadas são necessárias. Na reitoria, seremos interlocutores da comunidade da UnB na Andifes e junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, em busca de soluções rápidas e duradouras para conflitos e em defesa dos interesses da UnB.

Chapa 95 - Somos todos UnB – Sabemos que os salários dos servidores técnico-administrativos são os mais baixos do poder Executivo. No MEC, representando a Andifes, defendi a pauta salarial dos servidores. A postura da reitoria em relação a qualquer decisão coletiva dos servidores técnico-administrativos será de respeito. O quadro orçamentário e financeiro do país mostra que teremos, de fato, anos difíceis pela frente. A atual administração, se reeleita, vai continuar atuando junto aos ministérios do Planejamento e da Educação no sentido de um maior reconhecimento, em termos salariais, das carreiras dos servidores técnico-administrativos e servidores professores.


Pergunta do Diretório Central dos Estudantes (DCE)

Com relação à segurança, qual a opinião da chapa sobre a aproximação recente da Universidade com a Polícia Militar? Quais medidas serão tomadas sobre esse tema, tendo em vista especialmente os cortes previstos para as universidades federais no próximo ano?

Chapa 93 - UnB: Diálogo e Ação – Não há como discutir a presença da PM nos Campi da UnB sem discutir com a comunidade universitária e com o GDF um plano de segurança pública para a UnB, inserido na Política de Segurança Pública do GDF, que envolve vários itens: tecnologias, equipamentos, veículos, treinamento, capacitação e pessoas. Além da efetiva parceira com o GDF, iremos ampliar as áreas de iluminação interna e externa de todos os campi, visando à segurança pessoal, patrimonial e comunitária.

Chapa 94 - UnB: Diálogo para Avançar – A aproximação da Polícia Militar deve ser resultado do diálogo e da construção coletiva, tendo como princípios o respeito ao indivíduo e ao bem público e o compartilhamento de responsabilidades diferenciadas. Propomos três linhas de ação: a) a da infraestrutura, com a adequação e a modernização dos sistemas de iluminação e de vigilância por câmeras, dos equipamentos e veículos; b) a da educação, por meio de atividades para esclarecimento da comunidade e atualização dos trabalhadores da área, além de implementar programas e projetos para o fortalecimento da segurança pessoal, patrimonial e informacional; e c) a da atuação política, fortalecendo o Conselho de Segurança da UnB e buscando junto ao GDF soluções para a melhoria da intervenção viária e da segurança em todos os campi.

Chapa 95 - Somos todos UnB – A presença da Polícia Militar no campus data da década de 1990. O que foi feito, nos últimos anos, foi uma aproximação com o Comando, discutindo os limites de ação. O valor mais importante da Universidade é a liberdade. Não pode ser restringida por nenhum tipo de ação. No entanto, no estado democrático de direito, quem combate o crime é a polícia. Enquanto houver criminalidade nos campi, a Polícia Militar será acionada para atuar.